29 novembro 2010

Médicos usam pele e costelas para dar traqueia nova a pacientes com câncer


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Uma equipe de cirurgiões franceses afirma ter conseguido pela primeira vez reconstruir a traqueia de vários pacientes com câncer usando um pedaço da pele e fragmentos do próprio corpo dos doentes. Philippe Dartevelle, chefe do departamento de cirurgia torácica e vascular do Centro Marie Lannelongue, perto de Paris, diz que se trata da "primeira substituição traqueal confiável do mundo".

A técnica foi utilizada em sete pacientes durante os últimos seis anos. Cinco deles, que sofriam de câncer, estão bem e levam uma vida normal.

O transplante de traqueia praticado por Dartevelle e cirurgião plástico Frederic Kolb consiste em substituir a traqueia destruída ou obstruída por um novo tubo, idêntico, construído com o próprio tecido do paciente, o que evita a possibilidade de rejeição.

O enxerto é fabricado com um pedaço de pele (de 9 cm por 12 cm) retirado do antebraço do paciente, com os vasos sanguíneos. Depois, o tecido é "armado" com pedaços de cartilagem, retirados das costelas do paciente e cortados em finas tiras.

Em seguida, o pedaço de pele é dobrado e costurado para formar um tubo, que substituirá a traqueia. Ele deve ser rígido o suficiente para resistir à pressão da respiração e flexível o bastante para acompanhar os movimentos do pescoço. A técnica é utilizada atualmente por cirurgiões plásticos para reconstruir pedaços de nariz.


Os tumores da traqueia, duto que vai da laringe aos brônquios, podem matar um paciente em pouco tempo, pois causam asfixia.

Dos sete pacientes operados, dois morreram por causa de uma infecção pulmonar. Os cirurgiões explicaram que esses dois "fracassos" ocorreram devido ao tamanho do enxerto realizado, que ia até os brônquios e era longo demais.




fonte: r7

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