O Rio de Janeiro confirmou 43 casos de infecção pela superbactéria KPC, resistente a praticamente todos os antibióticos disponíveis, em 2010. O número, que se refere ao período entre janeiro e 27 de outubro, já é maior que o alcançado em todo o ano passado (32).
Neste ano, houve três mortes de pessoas infectadas pelo micróbio, mas ainda não é possível dizer que a bactéria tem relação com o óbito – eram pacientes que já estavam em estado grave.
De acordo com Alexandre Chieppe, superintendente de vigilância ambiental e epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, desde esta semana equipes estão visitando hospitais com UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para reforçar as medidas de controle de infecção hospitalar. A bactéria afeta principalmente pessoas em estado grave.
– Estamos reforçando a prevenção, mas não é caso de fazer alarme. Ainda estamos em um cenário em que essas bactérias estão muito restritas ao ambiente hospitalar.
Bactérias resistentes a antibióticos não são uma novidade dos hospitais, segundo especialistas. Esses micróbios se tornam multirresistentes por causa do uso abusivo de antibióticos – tanto em tratamentos no hospital quanto em casa.
Além disso, a falta de algumas medidas de higiene - como a incorreta higienização das mãos pelos profissionais de saúde - também explica a proliferação dessas bactérias. No caso da KPC, o que preocupa os especialistas é que essa enzima permite à bactéria se espalhar com mais facilidade do que as outras.
A transmissão ocorre por meio de contato direto, como tocar em outra pessoa, ou por contato indireto, como, por exemplo, pelo uso de um objeto em comum.
O CFM (Conselho Federal de Medicina) fez recomendações para evitar a contaminação pela doença:
Visitantes ou acompanhantes de pacientes
- Se você é visitante ou está acompanhando algum paciente, antes de tocá-lo, lave bem as mãos com água e sabão.
- Evite contato físico com outros doentes e, se houver, não se esqueça de higienizar as mãos.
- Evite tocar em macas, mesas de cabeceira e equipamentos hospitalares. Se houver contato, lave as mãos antes de encostar novamente no doente.
- Verifique se o médico ou enfermeiro que atende o doente que você acompanha fez a lavagem de mãos ou a assepsia com álcool gel antes de examiná-lo. Você pode pedir que ele o faça, para evitar contaminação.
Profissionais de saúde
- Se você é médico ou profissional da saúde redobre sua atenção com as medidas de higienização.
- Higienize as suas mãos com frequência, especialmente antes e após o contato com o paciente, antes da realização de procedimentos invasivos, após risco de exposição a fluidos corporais e após contato com superfícies próximas ao paciente.
- As mãos devem ser lavadas com água e sabão e higienizadas, de preferência, com preparações alcoólicas para as mãos (sob a forma líquida, gel, espuma e outras) ou com água e sabonete líquido.
- Todos os produtos devem estar devidamente regularizados na Anvisa. Se as mãos estiverem com sujeira visível, o uso do sabonete é o mais indicado.
Fonte: R7

Editora Curiosa publicou ás 17:59 |
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