Em quase todas as capitais brasileiras, a maioria dos casos de câncer de colo de útero costuma ser diagnosticada em fase avançada, quando o tratamento é mais difícil. Mas informações do levantamento Câncer no Brasil - Dados dos Registros de Base Populacional mostram que o diagnóstico precoce da doença está se tornando mais comum.
O estudo, coordenado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Rio, foi apresentado em conjunto com o Plano de Ação para Redução da Incidência e Mortalidade por Câncer do Colo do Útero, iniciativa do Ministério da Saúde para melhorar o diagnóstico, especialmente nas Regiões Norte e Nordeste.
Há uma grande disparidade entre os Estados brasileiros. Em Manaus (AM), por exemplo, há cerca de 50,59 casos diagnosticados em estágio avançado - quando o tumor já se tornou invasivo - para cada grupo de 100 mil mulheres. O número de diagnósticos na fase inicial é de apenas 27,78 no mesmo grupo populacional. Em São Paulo, a diferença é bem menor. Há 16,47 casos em estágio avançado e 12,49 casos na fase inicial para cada grupo de 100 mil mulheres.
O diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini, afirma que a diferença pode ser explicada pelo acesso aos serviços básicos de saúde.
– Em tese, 100% dos casos podem ser curados quando diagnosticados no momento adequado.
O câncer de colo de útero pode ser diagnosticado de forma precoce com o exame de papanicolau, que já existe há mais de 50 anos.
O levantamento do Inca reúne dados de 2000 a 2005. A comparação com o relatório anterior, divulgado em 2003 com dados de 1995 a 2000, mostra que houve uma melhora em várias cidades. Mesmo em Manaus, a incidência de formas invasivas da doença diminuiu de 63,71 para 50,59. Já o número de diagnósticos precoces cresceu de 19,49 para 27,78.
fonte: r7

Editora Curiosa publicou ás 20:49 |
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