17 novembro 2010

Unifesp testa ondas de choque para tratar lesões nos ossos


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Método parecido já é usado para destruir pedras nos rins

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) pretende realizar pesquisas em terapias por ondas de choque. A técnica já está bem estabelecida para litotripsias - uso das ondas para destruir pedras nos rins. Mas ainda há poucos estudos acadêmicos sobre sua aplicação em outras áreas, como o tratamento de lesões ósseas ou de feridas de difícil cicatrização.

A instituição adquiriu recentemente quatro geradores de ondas de choque com dinheiro da Finep-MCT (Financiadora de Estudos e Projetos.

O ortopedista Paulo Roberto Dias dos Santos explica que já começaram os testes pré-clínicos em roedores com lesões na tíbia. E há três estudos clínicos que esperam aprovação do comitê de ética da universidade. Ele diz que as pesquisas devem começar no início do próximo ano.

Santos teve seu primeiro contato com a terapia por ondas de choque no tratamento de problemas ósseos em 2000. Na ocasião, ele conheceu Wolfgang Schaden, cirurgião do Centro de Trauma Meidling, em Viena, na Áustria.

Lá, a terapia por ondas de choque é a primeira opção de tratamento em casos de pseudoartrose, quando o processo de regeneração de fraturas ósseas demora mais do que o esperado. Só depois, em caso de insucesso, recorre-se à cirurgia.

Fonte: R7

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