O jogador também pediu à juíza autorização para ver o filho de Eliza Samudio
O goleiro Bruno Fernandes chorou na manhã desta quinta-feira (11) ao falar do amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Desde 10h20, o atleta é interrogado pela juíza Marixa Fabiane Lopes no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O jogador se emocionou quando a magistrada perguntou há quanto tempo ele conhece o amigo.
Durante o interrogatório, Bruno também admitiu que o filho de Eliza Samudio pode ser seu filho e pediu autorização à juíza para ver a criança. Marixa autorizou, mas ainda é preciso consultar a mãe da jovem que atualmente tem a guarda do menino. O advogado de Sônia de Fátima Moura disse que é possível que ela permita.
Também durante o depoimento, o jogador disse que Eliza pediu R$ 50 mil a ele e decidiu ir a Minas Gerais para receber a quantia. Bruno contou que soube do pedido de dinheiro quando estava na concentração no Hotel Windsor e que, na ocasião, ele disse que não teria toda a quantia, mas apenas uma parte: R$ 30 mil. Ele prometeu depositar o dinheiro na conta da jovem, mas ela preferiu ir até Minas Gerais com Macarrão para receber o cheque.
Aconselhado por seu advogado, Ércio Quaresma, Bruno só responde às questões da juíza. Os questionamento do Ministério Público e dos defensores de outros réus não serão respondidos.
O goleiro também contou à juíza como Eliza foi agredida na viagem do Rio de Janeiro a Minas. Segundo Bruno, a jovem o estava insultando no trajeto e o primo dele, menor de idade, irritou-se e deu um soco no nariz dela. O jogador contou que soube que Macarrão teve de parar o carro para apartar a briga dos dois. Bruno não mencionou a coronhada na cabeça.
Quanto o depoimento deste primo, que foi quem revelou toda a trama para matar Eliza Samudio, o goleiro disse que não sabe o porquê dele ter inventado a história. Segundo o jogador, o garoto tem "distúrbio, uns brancos", mas ele afirmou que o menino é uma boa pessoa. Bruno também afirmou que não respondeu aos policiais quando foi interrogado porque eles queriam que ele confirmassem a história do menor.
O jogador também elogiou muito o amigo Macarrão. Segundo Bruno, só depois que o amigo começou a tomar conta de suas finanças que a vida dele começou " a andar". Por outro lado, o goleiro disse estar muito decepcionado como primo Sérgio Rosa Sales, com que morou.
O depoimento já dura duas horas e não há previsão para acabar. Além de Bruno, deve ser ouvido nesta quinta Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Faltam também os interrogatórios do policial civil Marco Aparecido dos Santos, o Bola, e da ex-amante do goleiro Fernanda Gomes de Castro.
Antes de começar a audiência, o advogado do atleta, Ércio Quaresma, solicitou à juíza que ele tivesse 30 minutos para conversar com seu cliente. Logo no início da sessão, a juíza leu o pedido da defesa de Macarrão para o afastamento dela do caso. O defensor alegou que Marixa já teria tomado partido pela condenação dos acusados. A solicitação foi negada. Ainda não se sabe se o goleiro vai falar alguma coisa. O advogado de Macarrão já afirmou que seu cliente deve ficar calado.
Do lado de fora, o muro de uma casa em frente ao Fórum foi pichado durante a madrugada com os seguintes dizeres: "Bruno, você já comeu o filé, entregue o osso".
Na quarta-feira (10), o depoimento de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno e um dos acusados de envolvimento na morte de Eliza Samudio, durou cerca de sete horas. Durante seu interrogatório, Sales disse à Justiça que Eliza Samudio não ficou em cárcere privado no sítio do goleiro em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Diferentemente de declaração anterior, o réu também afirma agora que a ex-amante de Bruno não chegou machucada ao sítio.As declarações desta quarta contradizem o que Sales contou à polícia em depoimentos anteriores, quando relatou que a jovem fora mantida trancada dentro de um quarto e que estava ferida na cabeça.
Para a juíza, o réu disse que foi pressionado pela polícia e agredido pelo delegado Júlio Wilke para mentir. Ele contou que parte da história que relatou anteriormente foi fruto de sua própria imaginação. Em outro depoimento, Sales disse que havia sido torturado pelo delegado Edson Moreira. A Polícia Civil de Minas Gerais nega as agressões e afirma que Sérgio Rosa Sales estava acompanhado de um defensor durante as oitivas.
O acusado confirmou parte do segundo depoimento, no qual disse que Bruno não entrou na EcoSport com o amigo Macarrão e o menor de idade no dia em que supostamente Eliza foi assassinada. Segundo Sales, o goleiro ficou no sítio e não foi com Eliza até a casa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
Fonte: R7

Anônimo publicou ás 13:29 |
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