30 outubro 2010

Minas terá rede para busca de órgãos


Divulgue por aí :

Médicos farão ronda diária em hospitais para encontrar potencial doador


Frederico Haikal/Jornal em DiaFrederico Haikal/Jornal em Dia

Jeanne deu a sorte de encontrar na irmã uma doadora compatível de medula


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Minas Gerais se prepara para implantar, até o fim de 2011, um novo serviço para aumentar a captação de órgãos para transplante no Estado. Batizada de Organizações de Procura de Órgãos e de Tecidos (OPOs), a iniciativa prevê a formação de equipes médicas para vigilância de casos de morte encefálica em hospitais - caberá aos grupos fazer rondas diárias nas unidades de saúde, em busca de potenciais doadores.

Projeto semelhante já é adotado, com sucesso, em São Paulo – campeão de transplantes no país, com 3.902 procedimentos feitos no primeiro semestre de 2009. Minas ficou em segundo lugar, com 873 cirurgias.

Segundo o coordenador metropolitano do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado, as OPOs estão em fase de implementação no Estado, e “a expectativa é de que, no próximo ano, já estejam funcionando plenamente em Minas”. De janeiro a setembro de 2010, foram realizados 1.639 transplantes em território mineiro – 89 a mais que no mesmo período do ano passado, conforme balanço do MG Transplantes.

O coordenador atribui o crescimento das doações a diversos fatores, que vão da conscientização da população ao maior investimento em instituições e profissionais que trabalham diretamente com a causa. Mas o aumento do número de doadores ainda está longe de corresponder à demanda. Atualmente, 2.656 pessoas estão à espera de um órgão em Minas.

Agnaldo Soardes Lima, coordenador do Serviço de Transplante de Fígado do Hospital das Clínicas (HC) da UFMG, explica que desde que o Sistema Nacional de Transplantes foi implantado no Brasil, há mais de dez anos, o processo de captação e encaminhamento dos órgãos melhorou.


No entanto, um dos desafios é vencer a discrepância no número de doadores em diferentes partes do país. Ele explica que "há Estados onde não existem doadores, como o Amazonas. Em contrapartida, em São Paulo, por exemplo, as taxas são consideradas satisfatórias, inclusive se comparadas com países da Europa”.

Para o médico, por trás da estatística desfavorável está o fato de que alguns estados ainda não possuem uma infraestrutura adequada para realizar os procedimentos. Também há hospitais que não conseguem identificar possíveis doadores. Segundo ele, “muitos médicos se formaram em uma época em que ainda não havia transplantes no país. Além disso, hospitais do interior não estão capacitados para realizar essas intervenções”.

Agnaldo explica que é o médico quem identifica o doador, por meio de exames clínicos. Após a confirmação do diagnóstico, o especialista é responsável por dar início ao processo, que inclui a retirada do órgão, a busca do receptor e a realização da cirurgia.

Apesar das dificuldades, estima-se o crescimento do número de transplantes de fígado em Minas. Em 2010, o Estado deve realizar 1.600 intervenções. Em 2009, conforme a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), foram 1.300.

Ainda de acordo com o coordenador do Serviço de Transplante de Fígado do HC, a UFMG incorporou o tema Transplante de Órgãos como disciplina. Porém, poucas escolas de ensino superior no Brasil adotaram medida parecida.




Fonte: R7

1 comentários:

Ministério disse...

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Ministério da Saúde
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