Diagnóstico e tratamento da sepse na rede pública demoram o dobro do tempo
Esse é o resultado de uma pesquisa do Instituto Latino-Americano da Sepse (Ilas) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O estudo foi realizado com 396 pacientes com sepse grave e choque séptico internados em 18 instituições - 9 públicas e 9 privadas.
Segundo Flávia Machado, presidente do Ilas e coordenadora do estudo, o levantamento mostrou que o problema não é causado pelos pacientes, mas, sim, por falta de atenção dos profissionais e redes de saúde.
- As pessoas chegavam ao hospital no mesmo estado, mas, na hora do diagnóstico, as internadas em instituições públicas apresentavam um quadro mais grave.
Os pacientes de instituições públicas pesquisados eram, em geral, mais jovens e tinham menos doenças associadas - ainda assim, morreram mais.
No Brasil, a doença é a principal causa de morte nas UTIs, superando até mesmo o infarto e o câncer. Segundo dados do Ilas, quase 60% dos brasileiros que adquirem sepse acabam morrendo - índice muito superior à média mundial de 30%.
Fonte: R7

Editora Curiosa publicou ás 22:16 |
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